A perspectiva de maior oferta global de açúcar pressionou as cotações internacionais nesta terça-feira (03). Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em março recuou 3,83% e encerrou o pregão negociado a 18,33 centavos de dólar por libra-peso, atingindo o menor nível em cinco semanas.
De acordo com o Barchart, o movimento de queda está ligado a um dos principais fatores do mercado que é o avanço da produção na Índia. De acordo com a Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar do país, a fabricação indiana chegou a 845 mil toneladas nesta temporada até o fim de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.
A ISMA (Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia) informou, na segunda-feira, que a safra açucareira 2026/27 começou dentro do cronograma previsto, com aproximadamente 107 usinas já em operação. A entidade também destacou que o país encerrou a temporada 2025/26 com estoques remanescentes de 3,6 milhões de toneladas, o que garante uma posição confortável de abastecimento.
Apesar da perspectiva de maior disponibilidade do produto, as condições climáticas seguem no radar do mercado. A Índia registrou volume de chuvas 12,6% abaixo da média durante a temporada de monções, entre junho e setembro, o menor índice dos últimos 11 anos.
A combinação de fatores cambiais e de maior disponibilidade do produto no mercado internacional pressionou as cotações do café nesta sessão.
