O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu representantes de clubes de futebol contrários à proibição das bets no Brasil e citou os riscos de suicídio, dependência em jogos de azar e violência familiar para defender o fim das apostas esportivas no país.
A declaração ocorreu na tarde desta terça-feira (3/11), em uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) comandada pelo ministro Luiz Fux.
Padilha contrapôs as preocupações financeiras dos clubes aos impactos das apostas na saúde pública, especialmente entre as mulheres.
“Ouvi um representante de um time de futebol que acabou de falar que a briga dele são os clubes, o salário, como manter um time de futebol. A minha briga são as mulheres: 65% delas têm vergonha de procurar um serviço de saúde mesmo que reconheçam que estão no vício”, afirmou.
O ministro sustentou que a proibição das apostas seria a medida mais eficaz para reduzir os problemas associados à dependência em jogos, incluindo casos de suicídio e violência dentro das famílias.
“A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, evitar violência familiar, é mantermos a proibição das bets”, declarou.
Padilha também contestou os dados apresentados por representantes de clubes sobre países que teriam reduzido os impactos na saúde após legalizar as bets. Segundo o ministro, não houve melhora nos indicadores.
