Deixar o filho na casa dos avós já foi mais fácil. Por alguns anos na década de 1910, o USPS (United States Postal Service ou Serviço Postal dos Estados Unidos) permitiu que crianças desacompanhadas dos pais fossem transportadas por carteiros junto às outras “encomendas”.
A prática foi uma consequência inesperada da criação do “Parcel Post”, o serviço de entrega de grandes pacotes que barateou envios antes exclusivos a companhias privadas. Inicialmente, era possível despachar objetos de até 5 quilos (ou 11 libras).
Imediatamente, alguns pais perceberam que o custo do envio no USPS, na ordem de centavos, era menor que o de muitas passagens de trem. Para famílias em zonas rurais, mais distantes das malhas ferroviárias, a diferença era significativa.
Semanas depois da criação do Parcel Post, jornalistas noticiaram o primeiro envio de um bebê pelo serviço postal. Em 1913, o casal Jesse e Mathilda Beagle, de Ohio, despachou seu filho de oito meses para a casa da avó por apenas 15 centavos.
O bebê, James, era mais leve que o peso máximo de postagem e, segundo recorte de jornal obtido pelo National Postal Museum, chegou “com segurança” ao endereço preso em seu cobertor. Ao menos um cuidado especial foi tomado pelos pais: o envio tinha seguro no valor de US$ 50.
Um ano depois, outra história de criança enviada por correio ganhou atenção nacional e até virou livro infantil.
