Milhões de norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira, 3, para escolher os integrantes do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.
A disputa poderá modificar a correlação de forças entre republicanos e democratas nas duas Casas legislativas: Câmara dos Representantes e Senado. A contagem dos votos, porém, não seguirá um procedimento único em todo o país.
Cada Estado tem autonomia para determinar como serão realizadas a votação, a apuração e a confirmação dos resultados. O sistema norte-americano é diferente do brasileiro, no qual, conforme lembra a CNN, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exerce a função de órgão central da Justiça Eleitoral. Nos EUA, não existe uma instituição equivalente responsável por coordenar nacionalmente a contagem dos votos.
A consequência é que o ritmo da apuração varia de uma região para outra. Enquanto algumas localidades divulgam os resultados em poucas horas, outras precisam de dias ou semanas para finalizar o trabalho. É o caso da Califórnia, onde os votos enviados pelo correio podem ser recebidos depois da eleição, desde que a postagem tenha ocorrido até a data do pleito e sejam cumpridos os demais requisitos legais.
A autonomia dos Estados também se reflete nos equipamentos utilizados pelos eleitores. Há localidades que adotam cédulas preenchidas manualmente, outras recorrem a dispositivos eletrônicos e algumas combinam diferentes tecnologias.
