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Curiosidades 03/11/2026 às 16:03

Após 22 anos de operação, observatório Swift deve se desintegrar na atmosfera nesta quarta (4)

Após 22 anos de operação, observatório Swift deve se desintegrar na atmosfera nesta quarta (4)

Em 2004, quando a Nasa lançou o telescópio espacial Swift, os engenheiros planejavam uma missão de apenas dois anos. O equipamento superou todas as expectativas e passou 22 anos em operação na órbita da Terra.

O equipamento durou tanto que sobreviveu ao próprio idealizador: Neil Gehrels, o astrofísico que liderava a missão, morreu em 2017 - e, no ano seguinte, o observatório foi rebatizado em sua homenagem como Neil Gehrels Swift Observatory.

Agora, a história chegou ao fim. A Nasa encerrou as operações do Swift em 20 de outubro, e o telescópio, de cerca de 1,5 tonelada, deve reentrar na atmosfera às 3h30 (horário de Nova York) desta quarta-feira (4), segundo a previsão mais recente da Força Espacial dos EUA - com margem de erro de 11 horas para mais ou para menos.

A maior parte dele vai se pulverizar no caminho: a cerca de 27 mil km/h, o atrito com o ar transforma o satélite em uma bola de fogo. Algumas peças mais resistentes, como componentes de tungstênio e pedaços dos espelhos, podem chegar inteiras ao chão.

Onde elas vão cair, ninguém sabe. Como o Swift orbita em uma faixa estreita ao redor do Equador, os destroços só podem atingir a superfície entre as latitudes 20,6° Norte e 20,6° Sul - uma faixa que inclui boa parte do Brasil, do Amapá até mais ou menos Vitória (ES). O mais provável, porém, é que tudo termine no oceano. A Nasa calcula em 1 em 2.100 a chance de alguém, em qualquer lugar do planeta, ser atingido.

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