A busca por atividades sobrenaturais passou a incorporar inteligência artificial para analisar sinais e criar imagens de fantasmas. A chegada dessas ferramentas, porém, divide opiniões entre entusiastas da investigação paranormal.
Enquanto alguns investigadores adotam aplicativos que transformam dados de sensores de celulares em imagens, outros questionam a confiabilidade e a ética da tecnologia, além de seus impactos na dimensão humana dessa atividade.
Aplicativos transformam sinais de celulares em imagens
Os investigadores Amy Waine e Jarrad Cutting criaram o GhostTube Seer, apresentado pela dupla como o primeiro aplicativo de caça aos fantasmas baseado em inteligência artificial. Lançado em 2023, o serviço utiliza o magnetômetro dos celulares para captar sinais magnéticos, identificar palavras e expressões associadas a eles e alimentar um gerador de imagens.
Disponível mediante assinatura mensal, o aplicativo já ultrapassou 1 milhão de downloads, segundo sua página na Google Play Store. Os usuários também podem compartilhar as imagens produzidas em um feed e comentar as publicações de outras pessoas.
Em uma investigação gravada na Winchester Mystery House para o canal Amy’s Crypt, no YouTube, Waine e Cutting utilizaram a ferramenta para produzir imagens de possíveis ambientes da residência, figuras humanas e animais. A dupla interpretou os resultados como possíveis referências à história do imóvel.
