A Raízen aprovou, na sexta-feira (30), medidas para separar suas operações de energia e combustíveis em duas companhias abertas independentes, além de um aumento de capital que poderá alcançar R$ 39,8 bilhões. As deliberações foram tomadas em assembleias da Raízen e da Raízen Energia e integram o plano de recuperação extrajudicial do grupo, homologado em 30 de julho.
Com a reorganização, a Raízen Energia passará a concentrar as atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen S.A. ficará responsável pela distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.
Segundo a companhia, a segregação resultará em duas empresas abertas, independentes e listadas. A efetivação da operação depende do cumprimento das condições suspensivas previstas no plano e das exigências legais aplicáveis.
A reestruturação ocorre após a companhia buscar renegociação com credores diante de um endividamento de R$ 65 bilhões. Com as deliberações aprovadas, credores, entre bancos e detentores de títulos de dívida no Brasil e no exterior, além da Shell, terão maioria nos conselhos das duas empresas.
O aumento de capital poderá chegar a R$ 39,8 bilhões, considerando a hipótese de a Cosan não exercer o direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B. A capitalização prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell e, potencialmente, de R$ 500 milhões pelo Aguassanta Participações.
