O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizaram resistência ao apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado, anunciado oficialmente pelos presidentes nacionais dos partidos que formam a federação União Progressista. As manifestações provocaram reações, nos bastidores, na cúpula da federação.
A posição dos senadores contrasta com a orientação da federação, que terá 11 representantes no Senado a partir de fevereiro de 2027. Derrite afirmou que não votará em Alcolumbre e defendeu a união da direita em torno de um candidato. O senador eleito vai participar de uma reunião nesta semana que discutirá estratégias para eleger Rogério Marinho (PL-RN).
Tereza, por sua vez, questionou a antecipação de uma posição coletiva e ressaltou a autonomia dos parlamentares na votação, que é secreta.
O presidente do PP (Progressistas), senador Ciro Nogueira, afirma a interlocutores que respeita decisões pessoais. Há quem veja as manifestações de ambos como um desafio ao comando de Ciro. A avaliação, no entanto, é de que ninguém tira o comando do senador, ainda que sem mandato a partir de fevereiro de 2027.
Aliados de Ciro Nogueira afirmam que ele observa as declarações tidas como precipitadas. Dizem ainda que o presidente nacional do Progressistas só deve agir e conversar individualmente com senadores mais perto da data da votação.
