O plantio da soja da safra 2026/27 se aproximou de 50% da área cultivada no Brasil em outubro, após ganhar ritmo com o retorno das chuvas sobre o Brasil Central. O avanço coloca o calendário nacional à frente do observado nas últimas cinco safras, reduzindo o risco de concentração excessiva da semeadura em novembro.
A avaliação é da Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta, apesar da evolução dos trabalhos no campo, a irregularidade das precipitações e a redução da umidade do solo em partes do Centro-Oeste como principais pontos de atenção para a temporada.
Segundo o relatório, o Mato Grosso recuperou a velocidade do plantio na segunda metade de outubro, após um início mais lento devido à espera por chuvas regulares. A retomada é considerada importante não apenas para a oleaginosa, mas também para o calendário das culturas de segunda safra, especialmente milho e algodão.
No Paraná, a disponibilidade de umidade favoreceu o avanço mais contínuo da semeadura. Entretanto, o excesso de chuvas em algumas regiões provocou desaceleração e trouxe preocupações sobre possíveis prejuízos às lavouras, incluindo a necessidade de replantio. Ainda assim, o impacto sobre o calendário tende a ser menor, já que o estado possui uma janela de plantio mais extensa.
Mato Grosso do Sul e Goiás também apresentam evolução consistente, embora dependam da continuidade das precipitações.
