Jovem francês revolucionário e irreverente, o matemático Évariste Galois viveu em 20 anos o que muitos não experimentam em um século.
Sua juventude foi conturbada por dificuldades para se expressar e explicar seus pensamentos, intrigas violentas com colegas e superiores e uma morte precoce que o transformou em lenda.
Um gênio com métodos inusitados
O pequeno Évariste era filho de um professor que virou prefeito, numa época em que republicanos e monarquistas estavam em plena disputa pelo poder na França. Educado em casa por sua mãe até os 12 anos, o menino cresceu mais interessado em política do que nas matérias escolares até começar a frequentar o colégio.
Galois apaixonou-se imediatamente pela matemática, debruçando-se sobre livros de teóricos anteriores como Adrien-Marie Legendre e Joseph-Louis Lagrange. No entanto, seu entusiasmo não se convertia em domínio da terminologia científica nem se estendia a outros campos de estudo; ele era considerado um aluno difícil por seus professores.
Aos 17 anos, ele tentou entrar para a faculdade École Polytechnique, instituição com foco em matemática com grande prestígio na França. No exame, apesar de conseguir resolver as equações solicitadas, Galois fazia todos os cálculos de cabeça, sem demonstrar seu caminho lógico até a resposta. A teimosia do estudante causou sua recusa pela banca.
