São Paulo, Após acatar pedido da defesa de Willian Barile Agati, conhecido como o “Concierge do PCC“, a Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, suspendeu nesta terça-feira (3/11) decisão que levou tanto o empresário quanto outros alvos a serem presos, no âmbito da Operação Mafiusi, deflagrada em dezembro de 2024 pela Polícia Federal (PF). Com isso, tanto Agati como outros alvos presos poderão ser soltos.
Na semana passada, o Metrópoles noticiou que o juiz federal Guilherme Roman Borges acolheu pedido de reconsideração feito pela defesa e barrou o leilão de um apartamento luxuoso, no Edíficio Saint Barthelemy, localizado na Rua Natividade, em Indianópolis, área nobre da zona sul de São Paulo, que seria ligado ao “Concierge do PCC”. As estimativas apontam que, neste mesmo edifício, os imóveis estão estimados entre R$ 3 e 6 milhões de reais.
A decisão para anular o leilão baseou-se em outro pedido da defesa que foi acatado pelo juiz. Os advogados de Agati e outros alvos da Operação Mafiusi pediram a anulação das provas por elas terem sido extraídas de um aplicativo de mensagens criptografado, conhecido como Sky ECC, e ligaria Agati, a máfia italiana Ndrangheta e o PCC. A defesa pede anulação dessas provas obtidas nesta ferramenta.
Segundo decisão publicada esta terça-feira, o juiz federal decidiu cancelar audiências que estavam agendadas para este mês, e aguardar a chegada dos dados brutos solicitados às autoridades da França, em relação ao aplicativo Sky ECC.
