Em meio às discussões sobre o impacto da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as bets no Brasil, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, frisou no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação de “urgência pública” em que se encontravam a situação dos brasileiros com as apostas de cota fixa (bets) em todo o país.
Durante audiência pública, realizada nesta terça-feira (3/11), após convocação do ministro Luiz Fux, Wellington Silva analisou como necessária a medida tomada por Lula e citou danos provocados. “Danos na área da saúde pública, de cidadania digital e na área da segurança pública em particular. Desafortunadamente, constatamos uma proximidade indesejável da atividade Bets com o crime organizado, com a lavagem de dinheiro e são muitos os dados que posteriormente vamos municiar aqui”, disse.
Os dados da pasta de Wellington, desde 2018, as polícias e os ministérios públicos fizeram 21 operações contra o mercado de apostas, em oito estados. Só nas 10 operações federais, a Justiça autorizou bloqueios de cerca de R$ 3,3 bilhões.
O Ministério da Justiça já analisou que o crime usa as bets de dois jeitos. O primeiro é a lavagem: o dinheiro do tráfico ou do jogo do bicho entra como aposta e sai como prêmio.
Foi assim na Operação Primma Migratio, em que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria movimentado mais de R$ 300 milhões de reais pelo bicho e por duas bets.
