O Tesouro Nacional informou que a variação do PIB (Produto Interno Bruto) real é o maior fator de risco para as receitas da União. Os dados são do relatório de riscos fiscais da União, divulgado nesta terça-feira (3).
O documento classifica os riscos em macroeconômicos, relacionados a mudanças cíclicas ou estruturais na economia que afetam as receitas e despesas do governo, e específicos, relacionados a eventos incertos de diversas naturezas e origens, como programas governamentais, passivos contingentes e o balanço patrimonial do setor público.
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No caso dos riscos macroeconômicos, a grande maioria está relacionada ao PIB real: 94,6% da receita primária está sujeita à volatilidade deste, da inflação, da massa salarial, do câmbio, dos juros ou do preço do petróleo.
Segundo o Tesouro, a variação de 1 ponto porcentual (p.p.) no PIB impacta as receitas administradas em R$ 16,6 bilhões, enquanto as variações de 1 p.p. na inflação e no câmbio impactam essas receitas em R$ 15,0 bilhões e R$ 2,5 bilhões, respectivamente.
Considerando um aumento simultâneo de 1 p.p. em todas as variáveis, o aumento de arrecadação seria de R$ 43,5 bilhões.
