O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux rebateu, nesta terça-feira, 3, as críticas à escolha dos participantes da audiência pública convocada por ele para discutir a proibição das bets no Brasil. A resposta veio na abertura da sessão.
Antes do encontro, Fux foi alvo de questionamentos, sobretudo nas redes sociais, por ter autorizado em sua maioria a participação de entidades contrárias ao banimento, como representantes de clubes de futebol e de associações de empresas do setor. “Não procede a alegação de que só convoquei empresas e times de futebol”, afirmou.
Como exemplo, o ministro citou a inclusão de uma entidade ligada ao setor de supermercados. A decisão teve como motivação notícias sobre o aumento do consumo de alimentos depois da proibição das apostas.
No domingo 1º, a pedido da Advocacia-Geral da União, Fux também liberou a participação de mais representantes do governo, como os ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.
Fux lembrou que, em novembro de 2024, conduziu outra audiência sobre as apostas on-line. Durante dois dias, ouviu entidades contrárias à liberação, que expuseram os prejuízos da ludopatia (vício em jogos de azar) para a sociedade.
Entre os participantes daquela ocasião, o ministro mencionou a Associação Nacional de Psiquiatria, o Instituto de Defesa do Consumidor, o Instituto Alana, a Educafro, o grupo Mulheres do Brasil, a Associação Nacional dos Aposentados e o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo.
