Resumo
O jornal New York Times processou a Brave, dona do navegador e do buscador, por coleta de dados sem autorização para uso em ferramentas de IA e para contornar paywalls.
A ação alega que a Brave possui um acervo de mais de 30 bilhões de páginas da web, incluindo cópias de reportagens do Times, e comercializa acesso a esses dados via API.
O processo também questiona recursos de bloqueio de anúncios do Brave, que permitem acessar conteúdo exclusivo para assinantes sem gerar receita para os jornais.
O jornal The New York Times está processando a dona do navegador e buscador Brave, sob a acusação de copiar reportagens e transformá-las em matéria-prima para produtos próprios. A ação, apresentada nesta segunda-feira (02/11), também questiona recursos de bloqueio de anúncios que permitem contornar paywalls.
Segundo a ação, a empresa mantém um acervo com mais de 30 bilhões de páginas da web e continua adicionando milhões de endereços diariamente. Entre esse material estariam cópias de reportagens do Times obtidas sem autorização.
O jornal afirma ainda que a Brave não identifica publicamente o robô usado para fazer a coleta desses dados, dificultando o bloqueio do rastreador. O conteúdo é utilizado em produtos como o Ask Brave, que responde perguntas com IA (semelhante ao Modo IA, do Google), reduzindo a necessidade de o usuário acessar a publicação original.
