A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogue a ordem de entrega dos passaportes do parlamentar, determinada após pedido da Polícia Federal (PF) apresentado sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar sua derrota na disputa presidencial.
O senador é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo bets estrangeiras e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz.
Flávio descumpriu a determinação de Moraes e deixou o Brasil utilizando um passaporte italiano. O senador, a mulher e as duas filhas chegaram aos Estados Unidos na última quarta-feira (28), a bordo de um jato particular que pousou em Miami, na Flórida.
A família saiu do território brasileiro por via terrestre e embarcou em Puerto Iguazú, na Argentina. Antes de chegar ao destino, a aeronave fez uma escala no Equador para abastecimento.
A defesa do senador, conduzida pelo advogado Tracy Reinaldet, sustenta que as suspeitas envolvendo a estrutura empresarial de Willer Tomaz, a possível lavagem de dinheiro e a atuação de organização criminosa já são apuradas na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS, sob relatoria do ministro André Mendonça. Willer foi alvo de buscas da PF em 4 de agosto. Ele nega irregularidades.
Os advogados de Flávio também tentam retirar a investigação das mãos de Moraes.
