Nesta terça-feira, 3, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como coordenador da “Turma” do empresário Daniel Vorcaro, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva.
Os advogados de Silva disseram que ele está preso há oito meses sem reavaliação judicial da medida.
Na petição, a defesa solicitou uma análise urgente da custódia e admitiu a aplicação de restrições, como tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de contato com outros investigados.
Caso Fachin não conceda a liberdade, os advogados pediram a transferência para prisão domiciliar.
Silva está na Penitenciária Federal em Brasília. Sua prisão preventiva foi decretada em 4 de março e confirmada pela 2ª Turma do STF em julgamento virtual realizado entre os dias 13 e 20 daquele mês.
Segundo a defesa, um primeiro pedido de revogação foi apresentado em 2 de abril. A solicitação foi reiterada em 22 de setembro, já com o argumento de que havia transcorrido o prazo de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para a revisão.
Defesa do chefe da Turma de Vorcaro contesta "risco"
A petição sustentou que as circunstâncias usadas para justificar a prisão mudaram e que não há risco de interferência nas investigações.
Entre os argumentos, a defesa mencionou a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", e a permanência de Vorcaro na prisão.
