Pelo menos 33 pessoas morreram depois de forças russas lançarem nove bombas contra um prédio em Komyshuvakha, no sudeste da Ucrânia, nesta segunda-feira, 2. O imóvel servia como abrigo para civis e centro de distribuição de ajuda humanitária. Outras 50 pessoas continuam desaparecidas.
Segundo o governador regional, Mykhailo Semikin, as vítimas estavam em um porão reforçado, construído recentemente com recursos da União Europeia. O projeto da estrutura previa resistência à maioria dos ataques. Entretanto, a intensidade das explosões provocou o desabamento do concreto e iniciou um incêndio.
O prédio foi construído no ano passado para permitir a continuidade das atividades escolares durante a guerra. Com a aproximação dos combates, porém, os moradores deixaram de utilizar o espaço como escola. As autoridades locais passaram a empregá-lo como centro administrativo e ponto de distribuição de mantimentos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o episódio como um ataque “absolutamente horrível”.
Socorristas e policiais entre as vítimas
O bombardeio também atingiu equipes de emergência que chegaram ao local para atender as primeiras vítimas. Dois socorristas, identificados como Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos de 44 anos, morreram durante a operação.
A polícia ucraniana confirmou ainda a morte de quatro agentes. Entre eles estavam Mykhailo Buzhenko e Mykola Balanda, que acumulavam mais de 20 anos de serviço.
