A restauração de um túmulo em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, trouxe novamente à tona a história de uma professora apontada como possível sobrevivente da execução da família imperial russa, em 1918. Conhecida como Tamara Gagarin, a mulher viveu por mais de duas décadas na cidade e foi associada, segundo relatos locais, à princesa Anastásia Romanov, filha do último czar da Rússia.
O jazigo restaurado traz os nomes de Tamara Gagarin e Alexandra Tatichev, apresentada como sua governanta. Localizado no Cemitério da Saudade, o monumento foi recuperado por um grupo de moradores conhecido como “Velhinhos da Praça Pedro Sanches”, com a restauração concluída em 28 de outubro.
Quem foi Tamara Gagarin, a suposta princesa russa?
Conhecida como Miss Tamara, a mulher trabalhou como professora de inglês e francês em Poços de Caldas, onde morreu em 1965. Sua trajetória ficou associada a relatos de que teria escapado da Rússia após a morte da família imperial e encontrado refúgio no Brasil.
Segundo histórias preservadas por moradores, Tamara teria mantido fotografias da família de Nicolau II e compartilhado relatos sobre uma possível fuga do país. Essas narrativas contribuíram para alimentar as especulações sobre sua origem, mas não há comprovação de que ela fosse integrante da dinastia Romanov.
O que aconteceu com Anastásia Romanov?
Anastásia era uma das quatro filhas de Nicolau II, último imperador da Rússia, que abdicou do trono em 1917.
