A Fifa pagará cerca de US$ 4 milhões em impostos de ao governo dos Estados Unidos até o fim dos 3 anos em que o presidente da entidade ficará baseado em Miami. A informação foi publicada pelo jornal norte-americano The New York Times, com base em documentos analisados e em 2 interlocutores com conhecimento direto do caso.
A decisão foi tomada em maio de 2024 por um comitê de 3 integrantes durante reunião de rotina em Bangkok, na Tailândia. O benefício, no entanto, não foi divulgado publicamente. O valor equivale ao total da obrigação fiscal de Infantino com a Receita Federal norte-americana no período. O presidente da Fifa recebe cerca de US$ 6 milhões por ano, segundo o relatório anual da organização.
Na reunião em Bangkok, contador suíço que preside o comitê de remuneração da entidade, argumentou que a Fifa já cobria os impostos adicionais de cerca de 12 funcionários que precisaram se mudar para os EUA em preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Segundo Chiomento, o mesmo critério deveria ser aplicado a Infantino, que havia se mudado da Suíça para Miami, onde enfrentaria uma carga tributária mais alta. Os outros 2 integrantes do comitê concordaram, segundo os documentos.
O benefício, no entanto, não foi declarado nos registros públicos da entidade. A omissão contraria uma regra de transparência adotada depois do escândalo de corrupção que atingiu a Fifa há uma década, que exige a divulgação da remuneração dos principais dirigentes da organização.
