A infraestrutura brasileira recebeu nota 56,92, numa escala de 0 a 100, no Infra-BR, índice criado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O levantamento avalia as condições de infraestrutura nos 26 Estados e no Distrito Federal e revela um desempenho abaixo do esperado para um país com o tamanho e a capacidade econômica do Brasil.
O presidente do Confea, Vinicius Marchese, considera o resultado baixo. “Numa escola, que você tem a nota de 0 a 10 e a média 6, a gente não passou de ano”, afirmou à emissora CNN. “Então, realmente, o número é baixo.”
O índice foi elaborado com base em dados oficiais e reúne mais de 60 indicadores de cobertura, qualidade, eficiência e acesso aos serviços. Eles estão divididos em seis dimensões: água, saneamento básico, mobilidade, energia e conectividade, bem-estar social e meio ambiente e resiliência.
Entre os dois grandes eixos avaliados, a mobilidade teve o pior resultado, com 53,84 pontos. A área reúne logística e transporte por rodovias, aeroportos e portos. Energia e conectividade alcançaram 61,82 pontos.
O estudo também aponta diferenças expressivas entre os Estados. Para Marchese, o país ainda não conseguiu converter seu peso econômico em uma infraestrutura compatível com suas necessidades. O dirigente reconhece que a dimensão continental do território impõe obstáculos, mas afirma que isso não explica o atraso.
“É uma dificuldade que já era para estar superada”, disse. “Por que ela não está superada?
