É uma questão de se adaptar ao sabor. Quando comemos, as células gustativas da língua enviam uma mensagem para o cérebro, que interpreta a informação conforme os gostos básicos: doce, amargo, salgado, azedo e umami (no geral, esse último representa alimentos que possuem o aminoácido glutamato, como parmesão, milho, camarão e carne suína).
Assim que comemos algo doce, detectamos o sabor com muita intensidade inicialmente. Com o tempo, a frequência de disparos dos neurônios diminui e o cérebro se adapta ao estímulo. Ainda sentimos o sabor doce, mas de forma menos intensa.
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Por isso, quando ingerimos outro alimento ou bebida doce em seguida, o sistema gustativo já está adaptado ao estímulo doce, o que causa a sensação de que o alimento “perde o gosto”.
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O oposto também ocorre: após comer algo doce, o sabor de outros alimentos parece mais acentuado. Tomar um suco de limão depois de um docinho gera um gosto mais azedo do que o normal.
Além disso, o açúcar de alimentos doces sobrecarrega as células gustativas, interferindo na percepção de novos sabores. É como se elas estivessem “entupidas”. O recomendado é beber água após comer um doce, diminuindo a concentração de glicose na boca.
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Estudos recentes mostraram, inclusive, que dietas também influenciam na percepção do sabor doce. Uma alimentação com consumo excessivo de açúcar faz com que os alimentos pareçam menos doces.
