Um cliente caminha por um corredor dentro de um supermercado Tesco em Manchester, no Reino Unido.
REUTERS/Phil Noble
Estoque de nove litros de água engarrafada e comida suficiente para três dias. Essas foram algumas das recomendações que o governo britânico anunciou no fim de outubro para enfrentar possíveis emergências do dia-a-dia. As medidas, porém, passaram a circular nas redes sociais de maneira distorcida, como se sinalizassem um alerta de colapso mundial.
Os posts alegam que diversos países estariam indicando estoque de água e alimentos como precaução para uma possível emergência global. "Dessa vez o apagão é real e deve acontecer nos próximos dias" e "Um apagão de energia e internet vem aí", dizem algumas das mensagens.
Alguns conteúdos desinformativos ainda fazem críticas ao governo brasileiro e aos meios de comunicação do país, que não estariam orientando a população: "E nós aqui no Brasil? Ficamos só assistindo?".
Lançada em 22 de outubro, a campanha "Be Ready" ("esteja preparado", em tradução livre), na verdade, incentiva que as famílias britânicas tenham em casa suprimentos necessários para se manter durante situações adversas, como crises climáticas, ataques cibernéticos, além de interrupção de fornecimento de energia, água, telefone e internet.
"Aqueles que puderem seguir essas recomendações deve segui-las", afirmou Dan Jarvis, ministro da Segurança do Reino Unido.
Recomendações do Reino Unido sobre estoque de comida são alvo de desinformação nas redes sociais
