Não sei você, mas eu, passados alguns dias das eleições, ainda tenho na boca um gosto amargo… e, no peito, a dor do luto pelo resultado que não queria ter visto nem vivido.
No entanto, como já aprendemos, “somos brasileiros e não desistimos nunca”… Por isso, é preciso seguir.
Confesso que todo esse clima pós-eleitoral me fez refletir: afinal, quem é que manda? Sim, na vida, no país, nos acontecimentos?
Não tenho essas respostas. Até gostaria, mas não tenho. No entanto, o que posso é com a ajuda de algumas regras descobrir quem é que manda em algumas orações; dentro da língua portuguesa.
É sobre isso que quero conversar, porque até na gramática existe uma relação entre quem manda e quem obedece. Vem comigo…
Imagino que você provavelmente já tenha ouvido ou até falado algo assim: “Fazem anos que eu vejo isso acontecer em nosso país”. Também: “Houveram muitos problemas”. E, por fim: “A maioria das pessoas não gostaram…”
Enquanto escrevia, fiquei me perguntando se você estaria estranhando essas frases… Mas antes de complicar, vamos começar pelo básico, está bem?
Olha só: o verbo costuma obedecer ao sujeito da frase. Ou seja, o verbo deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o seu sujeito.
Então, quando você olhar para a frase, ache o sujeito. Achou? Agora veja se ele está no singular ou no plural.
Se o sujeito for simples, o verbo acompanha: “O café esfriou”, singular. “Os cafés esfriaram”, plural. Só isso.
