Depois de ruídos no último fim de semana, sobre sugestões de mudanças na política econômica, aliados do presidente Lula defendem que ele use o prometido pronunciamento desta semana sobre a vitória nas urnas para garantir o equilíbrio fiscal em seu quarto mandato e afastar qualquer "mágica" na área econômica.
A avaliação é que a palavra para acalmar investidores deve vir do próprio presidente da República, reeleito para um novo mandato à frente do Palácio do Planalto.
No fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central.
A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e garantiu que não haveria mudanças na política econômica.
Rumos da política econômica são desafio para o governo Lula
Próximo de André Lara Resende, Aloizio Mercadante foi apontado como responsável por fazer a mediação do encontro entre Lula e o economista.
Mercadante, que preside o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também disse, no fim de semana, que não havia nada marcado para um encontro entre os dois para os próximos dias.
Aliados querem que Lula use pronunciamento para afastar rumores sobre nova política econômica e defender equilíbrio
