A curva de juros ganhou inclinação nesta terça-feira (3), com alta mais intensa nos vencimentos longos, em meio à piora das expectativas de inflação no Boletim Focus e ao avanço de variáveis externas. O movimento acompanhou a alta do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. O mercado também monitora sinais sobre ajuste fiscal e a composição do novo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
No início dos negócios, os contratos de depósito interfinanceiro (DI) mostravam avanço concentrado nos prazos mais longos. Às 9h10, a taxa do DI para janeiro de 2027 marcava 13,646%, ante 13,640% no ajuste anterior.
Nos vencimentos mais estendidos, a alta foi mais forte. O DI para janeiro de 2029 subia para a máxima de 15,130%, de 14,962% no ajuste anterior. Já o contrato para janeiro de 2031 avançava para 15,430%, ante 15,272% no fechamento de sexta-feira.
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Segundo o cenário descrito pelo mercado, a abertura da curva refletia a combinação de fatores domésticos e externos. No Brasil, pesou a acentuada piora das expectativas de inflação captada pelo Boletim Focus. No exterior, o movimento esteve em linha com a elevação do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
