A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) acionou, nesta terça-feira, 3, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e três órgãos argentinos para cobrar providências diante da demora na análise dos pedidos de refúgio apresentados por brasileiros envolvidos nos processos relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
Além do Acnur, a entidade encaminhou ofícios à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare), à Defensoría del Pueblo de la Nación e à Defensoría General de la Nación. Os documentos, aos quais Oeste teve acesso em primeira mão, solicitam prioridade na análise dos pedidos pendentes, assistência jurídica aos solicitantes e medidas de proteção aos brasileiros que permanecem na Argentina.
Os pedidos foram formalizados pela presidente da associação, Gabriela Ritter, por meio de correspondências acompanhadas de documentos judiciais, relatórios e denúncias de supostas violações de direitos fundamentais.
A associação afirma que parte dos brasileiros aguarda uma resposta das autoridades argentinas mesmo depois de passar por entrevistas e apresentar a documentação exigida. Conforme a entidade, a indefinição jurídica agrava situações de vulnerabilidade, especialmente entre pessoas que enfrentam pedidos de extradição, restrições à liberdade e separação familiar.
