Uma juíza federal de Washington, D.C., suspendeu as tentativas dos Departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos de enviar a autoridades eleitorais listas de pessoas suspeitas de não serem cidadãs americanas, como fizeram no mês passado na Califórnia e em Washington.
O governo também havia exigido que os funcionários eleitorais separassem as cédulas dessas pessoas para uma investigação mais aprofundada.
A decisão da juíza Tanya Chutkan, publicada na noite de segunda-feira (2), afirma que o governo provavelmente violou a lei federal de privacidade ao divulgar os dados dos eleitores e não tinha autoridade legal para distribuir as listas. Chutkan foi nomeada pelo então presidente Barack Obama.
A decisão representa mais um revés judicial para a pressão do governo Trump sobre os estados para que adotem medidas mais rigorosas de verificação da cidadania dos eleitores, mesmo com a votação já em andamento. A iniciativa também envolve tentativas de ampliar a participação do governo federal nos processos eleitorais estaduais.
Autoridades eleitorais locais e especialistas afirmaram que os bancos de dados federais provavelmente identificariam, de forma equivocada, cidadãos americanos aptos a votar. Isso porque funcionários do Departamento de Segurança Interna cruzaram informações federais com registros eleitorais estaduais desatualizados e incompletos, o que poderia gerar correspondências incorretas.
