Os preços do feijão-preto encerraram outubro em alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior patamar nominal dos últimos dois anos. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a valorização foi sustentada principalmente pela oferta restrita do produto durante o período de entressafra.
Enquanto o feijão-preto manteve a trajetória de alta, o mercado de feijão-carioca apresentou oscilações moderadas ao longo do mês, sem registrar o mesmo movimento de valorização.
Chuvas prejudicam lavouras e dificultam colheita
Além da menor disponibilidade de feijão-preto no mercado, as condições climáticas afetaram os trabalhos no campo em importantes regiões produtoras.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas no sudoeste de São Paulo limitaram o avanço da colheita, dificultando a retirada do produto das lavouras.
No Paraná, as precipitações também prejudicaram as lavouras de feijão, ampliando as preocupações com as condições de produção.
Os problemas climáticos ocorrem em um momento de oferta já restrita, em razão da entressafra, cenário que tem contribuído para sustentar os preços do feijão-preto no mercado brasileiro.
Feijão-carioca apresenta oscilações moderadas
Diferentemente do feijão-preto, que acumula três meses consecutivos de valorização, os preços do feijão-carioca registraram variações mais moderadas em outubro.
