Esses dados não são públicos. A Strima, associação que representa as empresas do setor no Brasil, disse à Super que não entra em detalhes sobre como as marcas mensuram esses dados, já que cada uma tem um método próprio.
O modelo de negócios do streaming é diferente do cinema e da TV convencional. Quando um estúdio lança um filme nos cinemas, a grana vem da bilheteria e, depois, do aluguel digital e da venda dos direitos de exibição (para streamings, canais de TV, companhias aéreas). Diz-se que o investimento compensou quando o filme atinge de duas a três vezes o seu orçamento. É que, além do custo de produção, o estúdio precisa levar em conta o que foi gasto com marketing e também a porcentagem do ingresso que fica com os cinemas e as distribuidoras.
Na TV, o dinheiro vem de publicidade, assinaturas (no caso do cabo) e da venda de conteúdo para outras emissoras. No horário nobre, no qual são exibidas as séries de maior audiência, o comercial custa mais caro.
Por mais que alguns streamings tenham implementado anúncios nos últimos anos, maior parte do dinheiro vem das assinaturas. O que importa, então, não é o desempenho individual de uma produção - mas sim criar um catálogo atraente para os clientes.
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Mas é claro: um hit como Stranger Things traz muito mais assinantes do que uma série obscura, que ninguém comenta. Como medir, então, o peso dela no faturamento da plataforma?
