O lucro líquido da americana ADM, uma das maiores companhias de agronegócio do mundo, soma US$ 908 milhões no segundo trimestre fiscal de 2026 (finalizado em 30 de junho), mais de quatro vezes os US$ 217 milhões registrados um ano antes.
O lucro por ação foi de US$ 1,87, ante US$ 0,45 um ano antes. Na métrica ajustada, que exclui efeitos extraordinários, o lucro por ação alcançou US$ 1,84, praticamente o dobro dos US$ 0,93 registrados no segundo trimestre de 2025.
Em seis meses, o lucro líquido cresceu 139%, para US$ 1,22 bilhão.
O Ebit (lucro antes de juros e impostos) soma US$ 1,09 bilhão no trimestre e US$ 1,47 bilhão no semestre, com crescimento respectivo de 290% e 133% na comparação anual.
A receita da companhia no trimestre ficou em US$ 22,68 bilhões, ante US$ 21,17 bilhões um ano antes. No ano, houve um crescimento na receita de 4,4%.
Originação em destaque
O principal destaque foi a divisão de serviços agrícolas e oleaginosas, que inclui as operações de originação, comercialização e processamento de grãos. O lucro operacional do segmento saltou 129%, para US$ 867 milhões.
Dentro dessa divisão, o resultado operacional do negócio de esmagamento aumentou US$ 330 milhões em relação ao segundo trimestre do ano passado, chegando a US$ 363 milhões. A ADM atribuiu o desempenho à melhora das margens de processamento, ao ambiente favorável aos biocombustíveis e à maior utilização de suas unidades industriais.
