A queda acentuada do mercado brasileiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) turvou as perspectivas de crédito mais barato, deixando o Banco Central na posição de ponderar os riscos de inflação contra os custos de financiamento dolorosamente altos.
Os diretores do BC iniciam nesta terça-feira a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com a decisão de quarta-feira servindo como um primeiro teste para avaliar como a eleição alterou as perspectivas para a taxa básica de juros.
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O comitê reduziu a Selic em 25 pontos-base em cada uma de suas últimas cinco reuniões.
Nos próximos quatro anos do governo Lula, convencer os investidores de que ele é capaz de manter as finanças públicas sob controle e, ao mesmo tempo, proteger os gastos sociais será fundamental para reduzir os custos de financiamento.
Um fracasso nesse sentido poderia manter o crédito caro por mais tempo, complicando os esforços para apoiar o crescimento.
Uma pesquisa da Reuters revelou que 33 dos 48 economistas esperavam que o BC mantivesse a taxa básica em 13,75% ao ano na quarta-feira. As previsões medianas indicavam que as taxas permaneceriam nesse nível até o segundo trimestre de 2027.
