O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (3) que quem está no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ter uma postura de “árbitro equidistante” e disse que “silêncios e hesitações não são neutros”.
A Corte Eleitoral é presidida pelo ministro Kassio Nunes Marques, também integrante do STF. Ele assumiu o comando do TSE neste ano para conduzir as eleições de 2026 e permanecerá na presidência até maio de 2027.
Na publicação feita no X, Gilmar Mendes não mencionou Kassio Nunes Marques nominalmente nem citou episódios específicos.
A declaração ocorre, no entanto, após uma eleição marcada por decisões envolvendo diferentes instâncias da Justiça no dia do segundo turno (leia mais abaixo).
TSE diz que eleição transcorreu em segurança e que as dificuldades com prorrogação não comprometeram o processo eleitoral
Um dos episódios ocorreu no encerramento da votação, em 25 de outubro. As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram pedidos para ampliar o horário de votação diante de relatos de problemas que dificultavam a chegada de eleitores às seções.
A campanha de Lula acionou tanto o TSE quanto o STF. Por volta das 17h, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo, determinou a prorrogação da votação até as 19h. Como parte das seções já havia encerrado os trabalhos, a medida não pôde ser aplicada em todos os locais.
Gilmar Mendes diz que comando do TSE deve agir como 'árbitro equidistante'
