Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) passaram a estimar uma inflação maior em 2026. A projeção passou de 5,19% para 5,22%, acima do teto da meta.
Este é o primeiro boletim que contempla respostas dos analistas de mercado após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como o questionário é fechado até sexta-feira, a versão anterior, de 26 de outubro, não tinha o impacto do resultado do segundo turno, realizado no último dia 25.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve variação para baixo na projeção de 2026. O índice caiu de 1,80% para 1,76%. As informações fazem parte da nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta terça-feira (3/11).
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Inflação estoura teto da meta em 12 meses
Os preços de bens e serviços do país subiram 0,82% em setembro deste ano; com isso, o índice está em 4,58% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% - valor que ultrapassou o centro da meta (3%), mas permaneceu abaixo do teto.
