A presidente do Tribunal Penal Internacional, Tomoko Akane, afirmou na 2ª feira (2.nov.2026) que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), tenta obstruir a Justiça internacional ao impor sanções ao tribunal que julga crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. Disse que essas novas restrições não teriam sucesso.
Em pronunciamento remoto à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a juíza japonesa pediu a todos os 193 Estados-membros da ONU, e não apenas aos 125 que fazem parte do TPI, “que tomem medidas concretas, individual e coletivamente, em defesa do tribunal”. Eis a íntegra do discurso, em inglês (PDF - 322 kB).
Akane afirmou que seu discurso remoto foi resultado das medidas “extraordinárias” e “sem precedentes” dos EUA, que ameaçam juízes, promotores e o próprio TPI como instituição.
Ela também comentou que o governo Trump anunciou as sanções contra o tribunal em 9 de outubro, no mesmo dia em que o Prêmio Nobel da Paz foi concedido à jurista sul-africana Navanethem Pillay. Ex-juíza do TPI foi laureada por seus esforços para promover a paz e o direito internacional.
“O contraste não poderia ser mais evidente.
