A polícia espanhola retirou os últimos manifestantes e barracas da principal praça de Madri na manhã desta terça-feira (3). A operação ocorreu depois que a maioria das pessoas que protestavam contra o aumento dos aluguéis, a escassez de moradias e os despejos deixou o local voluntariamente.
A polícia de choque entrou no acampamento por volta das 3h (23h de segunda-feira, no horário de Brasília) para retirar os 334 ocupantes que ainda estavam no local.
A ação, realizada antes do amanhecer, encerrou um acampamento de cinco semanas na praça Puerta del Sol, que se tornou um símbolo da crise habitacional na Espanha e contribuiu para a decisão do primeiro-ministro Pedro Sánchez de convocar eleições gerais antecipadas para 29 de novembro.
Os protestos começaram após o despejo de uma mulher de 87 anos, que morreu posteriormente. Marchas convocadas por sindicatos de inquilinos também foram realizadas em diversas regiões da Espanha.
Acampamentos semelhantes surgiram em praças de outras grandes cidades espanholas e também na vizinha Portugal. O de Puerta del Sol se transformou em uma espécie de cidade em miniatura, com ruas identificadas por nomes, pontos de informação, atividades culturais e distribuição de alimentos.
Duas pessoas foram presas por desobediência e resistência aos policiais, informou o gabinete do representante do governo central em Madri.
A operação contou com cerca de 400 policiais, além de bombeiros e equipes de serviços sociais.
