A juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Elena Kagan negou, nesta segunda-feira, 2, um pedido do governo de Donald Trump para separar mais de 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. A administração republicana afirma que essas cédulas foram preenchidas por pessoas que provavelmente não têm cidadania norte-americana.
Nos Estados Unidos, só cidadãos podem votar em eleições federais. Estrangeiros, mesmo os que vivem legalmente no país, não têm esse direito. A Califórnia envia a cédula de votação para a casa de todos os eleitores registrados, que podem preenchê-la e devolvê-la pelo correio.
A decisão saiu às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para esta terça-feira, 3. A votação ocorre na metade dos quatro anos de governo do presidente e renova toda a Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, e um terço do Senado.
Cada juiz da Suprema Corte responde pelos pedidos urgentes de uma região do país. Kagan cuida dos casos da Costa Oeste, onde fica a Califórnia. Ela poderia levar o tema aos outros oito colegas, mas preferiu decidir sozinha e não apresentou justificativa.
O governo pedia uma liminar, decisão provisória tomada antes do julgamento definitivo. A medida, segundo a Casa Branca, apenas guardaria as cédulas em separado enquanto a situação dos eleitores fosse investigada, sem anular nenhum voto.
