Milhões de pessoas irão às urnas para definir o controle do Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (3), nas chamadas Midterms, as Eleições de Meio de Mandato.
Diferentemente do Brasil, os EUA não possuem um órgão centralizador da apuração, como o Tribunal Superior Eleitoral. A regras da votação e de apuração são definidas por cada um dos estados.
Isso impacta diretamente o tempo de apuração, por exemplo. A Califórnia, por exemplo, costuma levar semanas para contabilizar todos os seus votos, em parte porque também valida as cédulas com carimbo postal datado até o dia da eleição, mesmo que cheguem dias depois.
Assim, também não há uma norma geral regulando se a votação deve ser feita em cédula de papel ou de máquina, por exemplo.
Em 2022, cerca de 70% dos eleitores registrados dos EUA viviam em áreas que utilizavam, predominantemente, cédulas de papel preenchidas manualmente, segundo dados da Verified Voting, uma organização que monitora tecnologias de votação, conforme noticiado pela agência Reuters.
Por sua vez, cerca de 23% dos eleitores registrados viviam em áreas que utilizavam, em sua maioria, dispositivos de marcação de voto, equipamentos que permitem aos eleitores fazer suas escolhas eletronicamente e, ao mesmo tempo, gerar um registro em papel que pode ser digitalizado por outro dispositivo.
