Todo ano, 16 mil novas espécies são descobertas e descritas pela ciência no mundo. Esse ritmo é o mais rápido da história da biologia, impulsionado por novas tecnologias moleculares e expedições em áreas remotas como os oceanos e florestas tropicais.
Essas descobertas são ainda mais empolgantes quando ocorrem perto de nós. Recentemente, um grupo de pesquisadores descobriu 31 novas espécies no mar brasileiro, nas águas do Atlântico Sul. A expedição ocorreu em abril de 2026, entre Salvador e Fortaleza, e contou com a participação de 30 cientistas ligados à ONG Schmidt Ocean Institute. Os resultados foram divulgados no segundo semestre.
Os pesquisadores utilizaram tecnologias avançadas para explorar a zona intermediária do oceano (o espaço entre a camada iluminada pelo Sol e o fundo do mar), que é o maior e menos explorado ecossistema habitável da Terra. Essa faixa fica entre 200 e 1.200 metros de profundidade.
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