Eleições nos EUA: como apoio a Israel e guerra em Gaza afetam disputa ao Senado.
Anadolu/Getty Images via BBC
Samraa Luqman sempre foi democrata. Mas ela votou com orgulho na reeleição de Donald Trump para a Presidência americana, em 2024.
Uma única questão motivou seu voto naquela oportunidade. E este mesmo fator, agora, define sua escolha nas eleições de meio de mandato desta semana nos Estados Unidos (conhecidas como midterms, em inglês).
"É Gaza ou nada", declarou a iemenita-americana ao programa de rádio The Global Story, do Serviço Mundial da BBC.
"Se você não for bom sobre Gaza, Israel e a Palestina, não precisamos de você no poder e não precisamos votar em você, não importa qual seja a sua filiação partidária."
Irritados com o apoio americano a Israel, eleitores tradicionais do Partido Democrata, como Luqman, ajudaram a construir a vitória do Partido Republicano no crucial Estado-pêndulo de Michigan, em 2024.
Agora, preocupações semelhantes mobilizam eleitores dos dois lados do debate em uma das disputas mais acirradas das eleições deste ano.
A briga pela vaga em aberto de Michigan no Senado americano é fundamental para determinar qual partido irá controlar o Congresso do país no restante do mandato de Donald Trump.
Os democratas precisam manter esta vaga. Os republicanos precisam da virada. E, à medida que chega o dia da eleição, a decisão parece um cara-ou-coroa.
De um lado, está o médico democrata Abdul El-Sayed.
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