O transporte de mercadorias por vias marítimas sempre foi essencial entre as nações. O Canal do Panamá, por exemplo, inaugurado em 1914, hoje é um dos mais importantes para o comércio mundial, além de ser alvo de constantes disputas geopolíticas entre Estados Unidos, China e o próprio Panamá.
Mas essas disputas entre países existem desde antes da construção oficial da via marítima. Em 1850, os EUA e a Grã-Bretanha negociaram o Tratado Clayton-Bulwer para conter a rivalidade em torno da proposta de um possível canal anglo-americano, feita por meio da República Centro-Americana da Nicarágua.
Contudo, segundo o Departamento de Estado dos EUA, a proposta nunca passou da fase de planejamento. Em paralelo, as tentativas francesas de construir um canal através do Panamá (província da Colômbia na época) avançaram. Liderados por Ferdinand de Lesseps, o mesmo construtor do Canal de Suez no Egito, os franceses começaram as escavações em 1880.
Porém, doenças como malária e febre amarela atrapalharam a campanha de Lesseps e, após 9 anos e a perda de aproximadamente 20 mil vidas, a tentativa francesa também fracassou.
Apesar dos contratempos, o interesse americano em um canal permaneceu inabalável. O Tratado Hay-Pauncefote de 1901 revogou o anterior Tratado Clayton-Bulwer e concedeu aos Estados Unidos a licença para construir e administrar seu próprio canal.
