Tim Jackson é professor de Pesquisa da Retina no King’s College London. O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
Se você já mergulhou nos mundos de Star Trek, O Exterminador do Futuro ou no romance cyberpunk Neuromancer, de William Gibson, sabe que uma visão aprimorada pela eletrônica é um elemento clássico da ficção científica. Agora, o que antes era ficção futurista está se tornando realidade.
Pesquisadores desenvolveram olhos biônicos capazes de restaurar parte de uma visão perdida. As capacidades desses dispositivos ainda são básicas atualmente, mas elas vêm melhorando constantemente nos últimos anos.
Um dia, os olhos biônicos poderão até oferecer recursos que transcendam os limites da visão humana natural, por exemplo, manipulando imagens de uma forma que o olho humano não consegue ou enxergando além do espectro da luz visível.
Até o momento, os implantes têm se concentrado no combate a problemas relacionados à retina, a camada de células sensíveis à luz localizada na parte posterior do olho. Assim como o filme na parte traseira de uma câmera fotográfica analógica, a retina nos permite ver o mundo exterior. Quando ela apresenta graves problemas, o resultado pode ser a perda total da visão.
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Os trabalhos para tratar a cegueira retiniana com implantes começaram há mais de duas décadas.
