O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, 61 anos, acha que a legenda de Luiz Inácio Lula da Silva “não pode continuar convivendo com um amontoado de projetos pessoais, em que muitas vezes o projeto coletivo é colocado em 2º plano”. Para o dirigente petista, a sigla “em determinadas situações” acabou virando “um ajuntamento de mandatos”, com “mais poder do que as próprias instâncias partidárias”.
“Isso é inaceitável para um partido com as responsabilidades históricas e políticas do PT. Também não podemos conviver com práticas patrimonialistas, em que a estrutura partidária é utilizada para atender a interesses pessoais e, em algumas situações, até para promover enriquecimento e crescimento patrimonial. O partido não pode ser instrumento de interesses particulares”, diz Edinho numa longa entrevista ao Poder360.
Edinho não cita nomes nas suas crítica a certos hábitos internos do PT.
Sua entrevista foi feita por telefone e também por escrito, com várias respostas sendo enviadas após o processo eleitoral de 2026.
O presidente da legenda de esquerda mais tradicional do Brasil -que terá 70 deputados federais a partir de 2027- falou sobre vários temas que causam controvérsia na política brasileira.
