O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, 61 anos, disse ao Poder360 que o pedido da Polícia Federal para apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) só 7 minutos depois de o resultado da eleição presidencial ter sido proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 25 de outubro “talvez tenha sido inoportuno”.
O petista declarou a este jornal digital que sua avaliação é do ponto de vista político, e não jurídico. “Considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”, disse.
Na noite de 25 de outubro, o TSE divulgou o resultado às 21h09. A representação da PF para pedir a apreensão dos passaportes de Flávio foi assinada às 21h16. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu ao pedido no mesmo dia. O senador foi intimado na 2ª feira (26.out), depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
Flávio não entregou os passaportes. Saiu do Brasil com a família em 27 de outubro.
“Quero deixar muito clara essa distinção: estou fazendo uma avaliação política, não jurídica. Não conheço os elementos que fundamentaram a decisão [de Alexandre de Moraes] e, portanto, não tenho condições de questionar sua necessidade do ponto de vista legal.
