As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), vão muito além da disputa por cadeiras no Congresso. Embora o presidente Donald Trump não esteja nas urnas, o resultado pode redefinir o equilíbrio de forças em Washington e afetar diretamente os negócios de algumas das maiores empresas do mundo, especialmente as gigantes de tecnologia.
Conhecidas como midterms, as eleições renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. A disputa também envolve governos estaduais e pode determinar o espaço que a oposição terá para fiscalizar o governo, questionar contratos e pressionar empresas que dependem de decisões políticas e recursos federais.
Para as big techs, o resultado importa porque Washington faz parte de seus modelos de negócio. Investimentos em inteligência artificial (IA), contratos militares, regulamentações para criptomoedas e até projetos de infraestrutura podem ser afetados pela composição do Congresso.
O que são as midterms e o que está em disputa?
As midterms são eleições realizadas na metade do mandato presidencial nos Estados Unidos. Como deputados têm mandatos de dois anos e senadores permanecem seis anos no cargo, o Congresso passa por uma renovação parcial a cada eleição desse tipo.
Neste ano, os eleitores vão escolher:
435 deputados, que ocupam todas as cadeiras da Câmara dos Representantes;
35 senadores, de um total de 100 vagas;
Governadores em 36 estados.
O Congresso americano tem duas Casas.
