O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, usou seu perfil no X na noite de 2ª feira (2.nov.2026) para criticar a condução do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026. O magistrado disse que as instituições de Estado são maiores do que os integrantes que as ocupam e que a institucionalidade não deveria precisar ser resgatada a cada eleição.
“De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, declarou Gilmar, sem citar o nome do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. “Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros”, afirmou.
Para Gilmar, a ausência de manifestações pode “abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável”.
O ministro do STF afirmou que foi o colegiado do TSE que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. “Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, disse.
