O Irã se prepara para responder a uma possível retomada da guerra com os Estados Unidos depois do encerramento da eleição de meio de mandato, que vai eleger os novos deputados da Câmara dos Representantes e um terço do Senado norte-americano.
Nessa segunda-feira (2/11), foram reportados os primeiros ataques dos EUA contra o território iraniano, desde setembro, o que acirra os indicativos de retomada da guerra. A mídia estatal iraniana e o The Wall Street Journal informaram uma operação de pequena escala contra a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
Há quatro dias das eleições de meio de mandato, que ocorrem nesta terça-feira (3/11) nos EUA, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, fez um alerta à Washington: o país persa monitora a movimentação militar norte-americana em meio aos relatos de que forças norte-americanas podem lançar novos ataques após o pleito.
“Com toda a capacidade informativa, monitoramos os movimentos e preparativos do inimigo e atualizamos o banco de alvos”, escreveu Ali Abdollahi na rede social X no último dia 31 de outubro. “Sempre que forem constatados sinais de ação hostil do inimigo, as forças armadas não aguardarão o início de sua ação para escolher o momento e a forma da resposta. Nossa resposta será imediata, impactante e sem restrições geográficas”.
