As portas da Argentina governada por Javier Milei, “El Loco”, estão abertas para Donald Trump caso ele queira abandonar o cargo de presidente dos Estados Unidos e fugir para outro país. Mas fuga é coisa para os Bolsonaro, pai e filhos. Ou para líderes de regimes autoritários que temem ser justiçados pelo seu próprio povo depois de anos ou décadas de arbítrio e de má governança.
A confirmar-se, hoje ou nos próximos dias, o que os americanos chamam de “onda azul”, a recuperação pelo Partido Democrata da maioria da Câmara dos Deputados e do Senado, o mais provável é que Trump não reconheça os resultados das eleições, alegando que elas foram fraudadas. Quando derrotado pelo democrata Joe Biden em 2020, foi o que ele fez.
Trump tem vocação de ditador, assim como Jair, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. A vocação de Flávio, o falso Bolsonaro “moderado e vacinado”, é a de acumulador de dinheiro e frequentador de festinhas íntimas patrocinadas por quem queira agradá-lo e, por tabela, à sua família.
Nos Estados Unidos, um candidato condenado pode concorrer à Presidência. Aqui, não. Flávio foi o primeiro candidato da história do Brasil, investigado por crimes, que disputou o mais alto cargo público deste país. Depois de ter vencido o primeiro turno, comportou-se como se tivesse sido eleito. Dedicou-se à montagem prévia do seu futuro governo, mas subestimou a formação da “onda vermelha”, imaginando que ela não seria tão gigantesca como parecia.
