O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central inicia sua penúltima reunião de 2026 nesta terça-feira (3). Em um momento de virada de expectativas do mercado, a decisão de juros a ser anunciada na quarta-feira (4) é a principal pauta da agenda econômica nesta semana.
Até o dia 23 de outubro, os investidores projetavam 76% de chance de o colegiado voltar a cortar juros no encontro de novembro, contra 17,5% de posições montadas por manutenção, segundo os contratos de opções de Copom negociados na B3.
No meio tempo, porém, as expectativas se inverteram.
“O Comitê inicia sua reunião em um ambiente significativamente mais desafiador do que em setembro, marcado pela forte depreciação do real, abertura da curva de juros, aumento das inflações implícitas, provável deterioração das expectativas e maior incerteza fiscal após as eleições”, avalia Sergio Goldenstein, ex-BC e sócio fundador da Eytse Estratégia.
A fotografia mudou em 26 de outubro, um dia após as urnas confirmarem a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato como presidente da República. Agora, na sexta-feira (30), 72,5% do mercado bancava a possibilidade de os juros seguirem como estão, ante 26% que seguem firmes pelo corte.
A economia vinha apresentando sinais de desaceleração - fosse nos próprios dados de inflação, como nos de atividade e mercado de trabalho -, o que sugeria uma pressão menor sobre a alta dos preços.
