Uma equipe internacional de astrónomos do detectaram indícios de que uma estrela chamada Siwarha está em movimento e deformando a atmosfera da supergigante vermelha Betelgeuse. Para detectá-la, foi preciso recorrer aos rádiotelescópios da ALMA (Atacama Grande Milímetro) no Chile para enxergar as camadas da estrela em sete frequências de diferentes entre 2021 e 2026. Os cientistas confirmaram que a passagem dessa estrela altera visivelmente o formato do astro, que fica ou mais alongado, ou mais arredondado.
O estudo foi liderado por Lynn D. Matthews, do Observatório Haystack do MIT, em parceria com A. K. Dupree, A. M. S. Richards e W. R. F. Dent.
Betelgeuse, a supergigante vermelha, não viaja sozinha pelo espaço: ela tem uma estrela vizinha, Siwarha, que orbita colada nela e viaja por dentro dos gases da sua atmosfera estendida. Como Siwarha é apagada demais para ser vista diretamente pelos radiotelescópios, os cientistas descobriram a presença dela observando as mudanças no formato da atmosfera vermelha.
Quando sua vizinha vai para o lado, ela puxa e agita o gás, fazendo a estrela parecer mais esticada da nossa perspectiva na Terra. Já quando ela passa na frente ou atrás de Betelgeuse, essa deformação fica alinhada com a nossa visão e a estrela parece mais redonda.
Os telescópios também mapearam a temperatura na atmosfera de Betelgeuse para ver como ela se comportou após seu escurecimento entre 2019 e 2020.
